Agora não é só fotinho bonitinha, agora tem conteúdo, upa!
Entonces que Praga que é a cidade natal do louco que disse ter se transformado numa barata. Aliás ele não diz em momento algum que se transformou numa barata, isso é intriga da oposição. Aliás eu não sei porque discutem tanto essa pendenga, seja grilo, ácaro, percevejo, eu nem acho a história tudo isso (ai, lá vem pedrada). A outra do processo que não termina também não me encanta de todo. Processo que não termina e acusa gente inocente tá CHEIO por aí, eu mesmo tomei conhecido dumas dúzias quando “estudei” direito (sim, eu já fiz isso, creia!).
Mas também não vamos desprezar, muito antes pelo contário! Kafka era o cara. Quem duvida, que leia O artista da fome. Podes baixar disgrátis AQUI.
Apesar de ter escrito auf Deutsch e ser constantemente identificado autor alemão, Kafka nasceu em, TCHÃ-RÃ-RAMMMM, Praha, na tal da Česká republika.
Aqui, uma das ruas em homenagem:
E aqui uma tentativa de melhorar o registro, num efeito SEM fotoxópe, só na mão do digníssimo fotógrafo, te mete:
Vai daí que passamos num dos museus do Kafka (tem vários, assim como várias ruas em homenagem à família, segue lendo que tu vai entender melhor), olha, olha:
Numa das casas da família Kafka, encontrei um cara que, além de elegante, tinha ótimo gosto literário. Saca só:
Vai daí que já que eu tava na cidade dO CARA, resolvi unir o útil ao agradável, ou, se preferir, o fodão aos esperançosos.
Com vocês, literatura brasileira contemporânea da buena recebendo a bênção do Tio Kafka (sim, eu carreguei um livro até lá especialmente pra isso, pode não ser importante pra você e pode não fazer diferença alguma pro futuro literário da humanidade, mas vá que adiante alguma coisa, né?):
Então que a família do Káfi (não sei tu, mas eu fiquei tri íntimo depois que dei uma banda por lá) mudou-se diversas vezes porque o pai dele tava “ascendendo socialmente”, aliás detalhe que deve ter deixado o amigo em condições financeiras mais tranqüilas pra se dedicar aos seus delírios literários.
O resultado é que não há em Praga UMA “casa do Kafka”, mas TROCENTAS!
Essa é uma delas, transformada numa galeria de arte.
Sim, tá precisando duma “de mão” de tinta pra dar uma tapeada, é verdade.
E sim, as fotos não tão lá o bicho porque o sol não ajudou e eu tava na corrida pra ir pra Ponte do Tio Charles fazer as fotos que tu pode ver aí embaixo no outro post, olha, olha:
O importante, contudo entretanto porém todavia, é que eu não ia carregar um livro direto da Cidade Baixa até Praga pra simplesmente tirar umas fotinhos, guardá-lo e trazer de volta, oras carambolas!
Entonces que aproveitei pra fazer um leitor feliz colocando-o em contato com o que há de melhor (e mais humilde) na literatura brasileira hoje em dia.
No embalo, já que alguns participantes dessa maravilhosa antologia (que aliás já está na SEGUNDA EDIÇÃO e pode ser comprada aqui na LIVRARIA CULTURA, bem como o número seguinte da coleção) mantêm registros virtuais na rede mundial de computadores, resolvi divulgar um pouco.
Comunicação é o que há, “estudei” na Fabico.
E ninguém melhor do que ESTE que você vê aí embaixo e pode ler aí do lado (o dos raciocínios brilhantes) pra receber tão grandiosa e planejada homenagem:
Sim, caros Samir e Lu Thomé, vocês também tiveram seus devidos blógues registrados. E eu aproveitei e mandei um abraço e caprichei no autógrafo pro vivente que fosse encontrar e recolher este ilustre livro:
A saber: não, enquanto eu fazia isso infelizmente não vi nenhuma luz forte vindo em minha direção e me abençoando com a genialidade infinita da criação literária. Ainda!
(Aliás tou devendo até hoje um novo conto pro caríssimo editor Samir pro próximo número do Ficção de Polpa, mas não tá fácil…)
Nem senti nenhum trimilique ou qualquer cousa do gênero.
Senti um arrepiozinho, é verdade, mas é que o frio tava PEGANDO, aquele vento de rengueá até cusco tscheko, imagina um brasileiro como eu naquela friaca braba! Aliás pra tirar as tais fotos aí de baixo eu de verdade QUASE CONGELEI MEUS DEDOS. Mas segui firme (e gelado) fotografando porque, afinal, tudo em nome da arte!
Entonces, com a satisfação do dever cumprido, segui a visita e os registros fotográficos na Praga amiga. Se por um lado a criatividade não aumentou considerável e extremamente com o gesto, eu ainda fico na esperança de que algum tscheko\a (ou russo, ou japonês, ou irlandês, o que tinha de turista lá não era fácil) resolva estudar literatura brasileira (ou mesmo escrever) depois de tão precioso e rico achado.
Já imagino o vivente se exibindo pros amigos de volta à… sei lá… Groelândia: olha aqui, cara, mó viaaaagem, fui pra Praga e visitei o museu do Kafka, um lugar tri doido, altas energias, te liga nas quebrada, até achei esse livro “escrito em Tscheko”, saca só…
[ sim, isso é groelandês com sotaque portoalegrense, qual é o problema? ]
E daí ele descobre que não é um livro tscheko mas sim brasileiro.
Daí ele descobre que não é espanhol mas sim português.
Daí ele vai estudar e vira um gênio da literatura mundial, tudo por… MINHA CAUSA, olha só que importante que eu sou, hein?
E aos colegas da edição que tiveram seus respectivos blógues divulgados, ATENÇÃO: se receberem uma mensagem com algo do tipo: ósqui storodówsósky gruzwresmnhówsiy hhgtis smbvwqró muhtrevísky, já sabe, é um elogio do cara que encontrou esse tesouro!











Pô, carinha, sensacional homenagem, valeu ter esperado uns oito meses depois do teaser pelo bendito post! hehe
A propósito, tenho que confessar que por toda cidade que eu passo eu tenho algum tipo de surto psicótico-literário, também: fiquei perseguindo Joyce em Dublin, indo em umas quatro casas-museus, a maioria fechada. Em Viena, fiquei não lendo as cartas dos Arthur Schnitzler ao Freud em alemão por algumas horas. Aí em Praga, não fui nesse museu, mas fiquei circundando aquela estátua bacana dele que tem um buraco no meio, passei por uma das casas dele e, o mais essensacional (essencial + sensacional), pela Casa da Ovelha, que é uma construção bem na praça central da cidade onde, segundo os registros, funcionava um grêmio literário do qual nosso amigo Franz participava efuziasmaticamente.
Me manda essa foto em alta ae quando puder!!!
abração
bah, mas que safado esse faraon!
cheio de dica da cidade e só me diz agora. e eu aqui me achando todo pimpão por ter encontrado essa casa véia (que, aliás, tava fechada).
mas tá, isso é só MAIS motivo pra voltar lá, hehe…
Tche, só tenho uma coisa pra te dizer..
O QUE TU TEM CONTRA PESSOAS DE ORELHA GRANDE HEIM!?
hahahahahahaha
beijoo!
Lindo! Adorei a homenagem! E a divulgação!
E sigo roendo as unhas de curiosidade para saber onde foi parar esse Ficção de Polpa!!! hehehehehehehe
Beijos, beijos!!
bah, tá muito legal este blog!
tu tá messssssssssmo virando alemão!
fazia tempo que eu não aparecia por aqui. óoooootimas fotos, parabéns!
e vê se não ose encha da bola! hehehehe
tu volta?
bjs
Coloquei nos meus Feeds mas ainda não tive tempo de ler os posts anteriores. Só digo que este Ficção de Polpa é tão famoso que roubaram o meu
Guardei a foto dele solito pra que eu supra a carência do meu sumido volume!
Beijos e bons passeios aí
Nada contra pessoas de orelhas grandes, tenho auto-estima e te adoro tb, viu, Nanda!
Quando eu volto? E eu sei? Primeiro é escrever o mestrado, treinar o Deutsch e passear um pouquinho mais que ninguém é de ferro, né, tati…
Eu digo: ficção de polpa tá na CRISTA DA ONDA (tentei dizer isso auf Deutsch outro dia e não colou). Aproveita aí Mari e compra a nova edição, hehe!
Ei, Ficção de Polpa é o anão de jardim da Amélie Poulain.
[...] Esta homenagem prestada pelo amigo Marcelo Juchem foi certamente um dos presentes de viagem mais legais que já recebi. Grande cara, [...]