Ainda em Madrid

16 12 2008

Entonces que yo ja estibe en Madri e usted no puede imaginar como la ciudad es buenacha.

Tanto que até nisso que eu resmungo e nem me atrevo a chamar de portuñol todo mundo me entendeu, porque as pessoas tinham interesse e vontade, ó quanto tempo que eu não via isso…
Pati me encontrou por lá, passeamos un tantito, tomamos unas cervezitas españolas e talicoisa e coisital e foram dias trimmmmassa no meio daquele gente muito mais.

Se você gosta de gente simpática, festas em lugares muito massa e bastante cultura na mesma ciudad (aliás tem um tal de Barrio de las Letras, onde viveu nada mesmo do que CERVANTES, rá!), anote pra lista de dicas: VÁ A MADRI!

Fotos não tirei muitas porque o sol não ajudou, mas na saída, obviamente, alguma coisa tinha que acontecer. Foi embarcando de volta pro Brasil que lembrei de uma história da minha primeira estada na Alemanha.

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Lá por setembro de 1999 eu tive um probleminha besta com um dedo da mão (que aliás tá meio tortinho até hoje) e fui no médico (besta mesmo foi a causa do probleminha: caí duma escada e me esborrachei!). Não fazia 1 mês que eu estava lá, e é totalmente compreensível que meu vocabulário ia muito pouco além de por favor, com licença, puta merda e cerveja.
Meu chefe me levou pruma deutsche clínica e a deutsche secretária que me atendeu falou um monte de deutsche cousas que eu obviamente não entendi e apontou pruma deutsche porta, pra onde me fui, todo cheio de deutsche dúvida.
Era uma sala de espera, e eu fiquei esperando no meio dum monte de véio alemão (era uma clínica ortopédica, imagine você). Peguei uma revista pra ver as figurinhas e esperei. Então surgiu uma enfermeira com uma planilha e chamou: Senhor Fritz (o nome não é esse), e um deutsche idoso levantou e seguiu a deutsche enfermeira. Logo ela voltou: Senhor Volkswagen (também não é esse). E depois: Senhor Telefunken (idem), e assim foi.

l.á pelas tantas ela voltou à sala: Senhor Juchem.

E eis que aconteceu algo curiosíssimo: eu ouvia o sobrenome da minha família dito da maneira correta por um desconhecido pela primeira vez na vida!
Compreenda: num país de Silva, Santos, Machado, Oliveira etcetal, chamar-se Juchem (que lê-se Iúhem) é relativamente complicado. Pra facilitar, eu sempre digo como se escreve: jú-xem, ajuda mas não soluciona tudo, e eu sempre devo soletrar se alguém precisa anotar.

Mas ali naquela sala de espera, finalmente eu ouvia um Juchem em alto e bom som, em alto e bom Deutsch. E fiquei de olho: quem seria meu parente ali naquela sala? O tio gordo lá do fundo? O senhor de óculos ao meu lado? Seria um tio-avô ou um parente de um tataravô do meu pai? Ou talvez um primo de terceiro ou quarto grau? Ah, que beleza, que terra acolhedora essa, mal cheguei e já tou encontrando parentes que jamais imaginava ter!
E a enfermeira repetiu: Senhor Iúhem?
E ninguém se mexeu.
E eu pensei: Mas só pode ser parente mesmo, bocó desse jeito, não sabe nem quem é ele mesmo! Será que eu vou ter que cutucar os velhotes aí perguntando: Primão? Tio-avozão?

Perceba que eu era um garoto dos seus 19 aninhos acostumado a ser chamado de Marcelo, Cocada, Ô tu aí ou mesmo e mui recorrentemente Piá de bosta.

E a enfermeira repetiu, olhando fixa e já algo nervosa: Senhor Iúhem? O senhor (e apontou o indicador pra mim) não é o Senhor Juchem?
Fiz que não com a cabeça, mas ameaçando balançar um sim. Então ela olhou pros documentos na prancheta e arranhou:
- Senhor MaRRRRcelo Juchem?
Então eu levantei e segui a moça.

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Pois no aeroporto de Madri, que por sinal é todo uiuiui com uma arquitetura aiaiai e não sei quê e não sei que lá, cheguei cedo que era pra não me atrapalhar, sabe como é esses vivente grosso lá de Ijuí acostumado com a Ouro & Prata. Tive que abandonar mais uns livros (já havia deixado uns em Frankfurt), uma calça, umas camisetas e um pacote de balas pra não excerder os 32 kg de cada mala até que finalmente consegui despachá-las. Me indicaram em que direção era o portão de embarque e me fui.

Ainda tive a SORTE INDESCRITÍVEL de achar 6 lindos e encantadores livros do CALVIN EN ESPAÑOL e investi as últimas notas de euro. Mas ainda tinha umas moedas e demorei mas achei um bareco onde pude investí-las muito bem.
De barriga vazia e bem alegrinho, duas cevas GRANDES depois eu pensei: tá na hora, boralá.

Fui pro tal portão com meia hora de antecedência porque eu sou assim, organizado, obediente, não gosto de criar caso por pouca cousa, ainda mais nos estrangêro, ora veja lá como fica a moral do Brasil e daqueles que não desistem nunca!
Pois foi nesse portão que descobri que ainda tinha que pegar OUTRO trem DENTRO do aeroporto (já tinha pego um, ou era um busão, ou um trenó, aiaiai…) pra só então chegar no tal embarque propriamente dito.
Detalhe: o trem demorava exatos 22 minutos, hihiiiiiiiiii, o que deixava minha meia hora bem menor do que uma meia hora normalmente representa.

Não vou me alongar nos relatos sobre minha correria e atropelo pra subir escadas rolantes de 3 em 3 degraus, correr perdidão perguntando Donde es lo portón U Cinco-cinco e outras situações desesperadoras, resumo apenas que quando escutei pelos alto-falantes de TODO o aeroporto Atención, atención, Señor Juchem, Señor Passagero Marcelo Juchem, favor… eu já sabia que não era nenhum parente meu, mas si, por supuesto EU MESMO, alaspucha!

Então corri um pouco mais e de longe o funcionário da Iberia me viu correndo todo destrambelhado e gritou Señor Juchem?
E eu: ja, ja, digo, si, por supuesto!
E ele: estás muy atrassado, Señor.
E eu: si, si, por supuesto, pero estoy acá!
Ele mal conferiu meu passaporte, devolveu e eu segui correndo pelo túnel que levava ao avião. Já na portinha una elegante pero no muy simpatica comissión de funcionários — acho até que o Señor Comandante tava por ali também — me aguardava:
Señor Juchem?
— Si, si, por supuesto!
Finalmente! Entonces podemos decolar.

E outro gritou pra dentro da cabine:
Si, el Señor chegou. Ahora podemos ir.

Falaram isso ou algo parecido, meu español obviamente não é lá o bicho, entendi que o bonito aqui era o motivo pro tal avião ainda não ter decolado e ninguém tava muy contente com isso, rá. E sem falar na cara dos outros passageiros quando entrei triunfante para a Classe Econômica.

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Aliás, acho bom eu parar com esse xalalá aqui e rumar pro portão de embarque de novo. No momento tou em São Paulo, embarco pra Poa daqui a pouco e hoje de noite ainda espero comer uma carne e tomar uma caipa do Gordo, veremos…

Salud!





Tô na área

12 12 2008

Sim, cá tô eu.
Recebido de forma entusiástica, etílica e churrasquística em plena terça-feira de tarde – valeu, gurizada, vamos repetir tudo isso logo! – cá estou eu no nosso Brasil Varonil suando em bicas, rá, delícia de calorão, hein?

Como eu disse, esse blógue MÓ-REU mas vai receber mais umas cousinhas na seqüência, ainda mais depois que eu tiver internet de novo. Aliás, tou vendo isso de internet das operadoras de celular, alguém tem dica, sugestão, reclamação ou qualquer cousa do tipo que possa ajudar nas minhas decisões, hã, hã?

Hoje eu quero só dar um oizinho rápido e postar os últimos vídeos feitos em Bonn, que são indispensáveis pra entender um pouco mais da minha sobrevivência por lá.

Tomaí, entonces:

E a ação em si:

Não, eu não trouxe umas na mala.
Mas, de qualquer jeito, um PROOOOOST pra todo mundo direto da Cidade Baixa, aeeeeeeee!





Mó-reu!

2 12 2008

Vou aproveitar que tou CHEIO de cousa pra fazer, óbvia e principalmente arrumar a mala (sou brasileiro e não desisto nunca, assim como também sou brasileiro e deixo tudo pra última hora, hihiiiiiiiii) e usar da minha tática mais recorrente pra momentos periclitantes.

[ levanta, vai até a geladeira, escolhe uma das deutsche Bier, serve e volta pro computador ]

PROST!

Sério, tá braba a situação do viajante aqui. Acho que viajei é no tamanho e peso das maletas, ui. Meio-dia comecei a arrumar a bagunça e me assustei. Então abri uma Bier. Segui arrumando e me assustando, então logo abri outra. A arrumação continuou e meu medo só aumentava, mas quando fui pegar outra e vi que NÃO TINHA MAIS, eu me desesperei!
Há pouco vim do mercado (aliás, adivinha o que eu fiz ao voltar? ME PERDI! Posso?) e trouxe váááárias Bier, por isso agora tou mais calmo, mas a arrumanção continua problemática.
[aliás, agora que tou revisando esses escritos, registro que já são quase 1 da manhã, as malas continuam desarrumadas e as Bier meio-cheias-meio-vazias e eu com uma seeeeeede... ah, e tenho que pegar meu trem às 6, hihiiiiiiiiiiii]

Essa mensagem, porém, refere-se a outro tema, muito mais importante.
Senhoras e senhores, crianças e velhinhos, mancebos e garotas, é com pesar mas já sabendo desde já muito é que registro oficialmente: esse blógue MÓ-REU!

Ah, pousé!
Como diz o subtítulo ali em cima “Histórias, registros e mentiras do lado de cá do Atlântico”, ok, vá lá, devia incluir a Espanha, mas não vai, porque eu tou indo pra lá amanhã e vocês compreendem que ao invés de ficar num café internet inventando cousas pra vocês eu vou mesmo é conhecer e curtir e coisital, né!

Entonces que ficarei uns dias por lá, daí volto pra Porto Alegre, na seqüência tenho reunião com meu orientador pros últimos retoques na minha dissertação e logo vou lá pra Ijuí dar uns upas na minha véia e gentarada.

Porém, esse blógue MÓ-REU mas vai ter alguns rompantes de novidades na seqüência. Tenho quase 4 MIL FOTOS e um dia eu hei de editar algumas pra mostrar aqui. Também tenho uns videozitos (fui no mercado e gravei pra vocês, ói que querido) e mesmo uns rascunhos de histórias já rabiscados (aliás publiquei uns VÁRIOS aí embaixo, vocês têm muito o que se divertir até eu voltar aqui!). Além do que creio que lembrarei de algumas histórias depois e algumas idéias sobre tudo isso que eu vivi aqui e que vocês acompanharam aí deverão ser repensadas, reescritas e republicadas, veremos… E pra finalizar nunca se sabe o que pode acontecer com conteúdo tão extenso, complexo e alternativamente alternativo, vá saber…

O que eu quero dizer é: CONTINUE VINDO AQUI, amiguinho, e pode mandar mensagem aí combinando aquele churras amigo no garrão do Brasil que a fome de carne tá GRANDE!

E agora dá licença que vou ali tomar umas últimas deutsche Bier por mim, pelo Fritz e por vocês.
Antes de dar o ÚLTIMO PROST DA TERRA DA BATATA, fiquem com alguns registros bem atuais:

Finde BELÍSSIMO com Lu Lusitana que veio visitar Pati & eu, no momento mais exato de toda a histórida da humanidade (passeios em Bonn e Dortmund, festas, “traguinhos” e até um Festival da Idade Média ela conseguiu aproveitar e adorou!):

festival-idade-media
Aqui eu clicado agora de tarde pelo meu deutsche vizinho que não se diz fotógrafo (podem ver que ele não tem razão AQUI), mas tem uma máquina (Hasselblad, te mete!) que, sinceramente, eu NUNCA vou ter por diversos motivos, desde grana até aplicação prática (ele faz por “hobby”, o desgraçado). Ele disse que queria fazer uma foto minha pra ficar com um pouco do bom humor brasileiro e eu tinha que aparecer do jeito que ele sempre me via (ai que meda):

barris-e-eu
Aqui uma maçaroca (ou é maSSaroca) de cousas no pátio do castelo do lado da minha casa:

poppelsdorfer-schloss-und-schnee
Seja com cedilha ou dois ésses, sabe o que é isso?
É a base de um BONECO DE NEVE, que foi feito na sexta do finde ANTERIOR, ou seja, há uns DEZ dias, e ainda não derreteu todo, rá, friaca de renguear até pinguim!

E esse sou eu, no ÚLTIMO AUTO-REGISTRO OFICIAL NA DEUTSCHELÂNDIA:

poppelsdorfer-schloss-und-ich

Und jetzt…
PROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOST!





Herren und Damen, Senhoras e Senhores, Ladies and Gentlemen, com vocês…

1 12 2008

..o meu banheiro:

banheiro-1

Este é o meu banheiro. Meu, meu, não, claro, nosso, meu e dos vizinhos de andar da casa de estudante onde atualmente moro. Os vizinhos, uma chinesa de nome sonoramente composto por várias consoantes e um i, e um alemão do leste. Três quartos pequenos, uma ampla cozinha e este banheiro educada e civilizadamente dividido entre nós.

Avaliemos, pois, este banheiro. Trata-se, como os senhores e as senhoras podem observar, de um banheiro comum, relativamente espaçoso, coberto por azulejos (os do chão são de estética mais que duvidável, mas vá lá), um box pro chuveiro, um aquecedor a gás ali no canto pro rigoroso inverno alemão, pia, espelho e outros apetrechos não menos comuns.

Atentemos, agora, para um pequeno detalhe, um mínimo mas persistente detalhe, um mínimo mas persistente e visível detalhe, um mínimo, persistente, visível e quase-irritante detalhe: aquele pequeno adesivo perto da descarga.
Poderia passar despercebido por muitas donzelas, com certeza, mas os homens, porém, têm muito mais possibilidade de ter suas respectivas atenções chamadas a esse pequeno detalhe, pois no “momento urinante” permanecerão de frente para o dito cujo adesivo, que são dois, na verdade.

Um close, por favor:

banheiro-2

Ahá, aí está o pequeno porém persistente e bastante visível quase-irritante detalhe. Não são necessários grandes conhecidos da “bela porém esquiva língua alemã”, como bem conceituou o mestre João Ubaldo, muito antes pelo contrário: até analfabeto, seja em alemão, português ou ucraniano, saberia interpretar o tal adesivo.

banheiro-3

E mais: não bastasse a língua universal dos desenhos auto-explicativos, o adesivo da esquerda trata-se da versão escrita do adesivo da direita. Traduzo, pois:

Um den Toilettenrand nicht zu bespritzen,
dürfen hier auch Männer sitzen.

E com rimas, percebam, mas na minha versão não têm:

Pra não respingar a tampa da privada,
homens também podem sentar aqui.

Na “bela porém esquiva língua alemã” existem uns tais de verbos modais, quais sejam dürfen, sollen, willen, mögen e können, muito usados pra várias coisas, inclusive pra sobreviver poucos dias bebericando uma cervejinha, tenhas certeza. Tanto é que logo nas primeiras aulas de alemão esse assunto é tema das professoras e desespero dos alunos. Existe uma diferença muito sutil entre esses tais verbos aí, diferença essa que faz com que eles signifiquem coisas como “pode mas não deve”, ou outro “deve mas não pode”, o outro “não poderia, mas tem capacidade”, o outro “consegue, mas não pode”, o outro “é proibido, mas forçando até vai”, o outro “pode, deve mas não consegue” e por aí vai. Sutilezas essas que só alguém como Gutemberg, Calvino, Goethe ou Nietzsche poderiam esclarecer. Eu, fora!
Mas a título de esclarecimento do exemplo, vamos dizer que esse “dürfen” aí seja traduzível como “podem”, mas quer mesmo signficar “devem”, tapa de luva é isso aí!

O que numa versão menos delicada podia ser:

Pra não espirrá dos lado
Senta, seu bosta!

…que com homem a gente sabe que tem que ser meio na ignorância.

Pois que faz 4 ou 5 meses que moro nesta casa de estudantes e, atenção para o momento Confissão do Dia, até agora não tive o menor pudor de dar a minha boa e tranqüila mijada de pé, inclusive dando a tradicional balançada no instrumento depois de terminado o processo, muito embora, como diz a sabedoria popular, não adianta balaçar, o último pingo sempre é da cueca.

Eu sou um guri limpinho, creiam, muito asseado, daqueles que se preocupa em não respingar nas bordas da privada não apenas pelo desconforto que deve ser pras moças que ali sentarão na seqüência ou pros moços que liberarão seus respectivos sólidos sentadinhos, mas também por simples e sincero respeito. Se estou em casa de outrem, então, ainda mais! Obviamente a tampa eu sempre levanto, e faço mira lá na águinha no fundo do poço (as meninas que jamais pensaram nisso, estão convocadas a nos acompanhar meu raciocínio num elucidante exercício de abstração, não é tão difícil assim, sejamos sinceros, aqui todo mundo é adulto ou, como novamente a sabedoria popular nos salva, quem já viu, conhece, quem não conhece não sabe o que é). Confesso até que em certos momentos, se acontecer do jato eventualmente espirrar na bordinha, eu até pego um pedaço de papel higiêncio e limpo, sem problema algum. Claro que existem casos mais complexos, de manhã cedo por exemplo, quando o buraquinho pelo qual o jato sai não tá bem aberto e você mira na águinha mas acerta a parede ou, no mínimo, a perna (rapazes confirmem, por favor).

Pois que como eu dizia, cá estou morando há 4 ou 5 meses e nunca havia obedecido o persistente adesivo, bem como o persistente poeminha. Então pensei, mas peralá, se eu sou tão a favor de falar a língua completada por certas atitudes inerentes à cultura alemã, tomar no mínimo um balde de cerveja por dia, por exemplo, nada mais justo que eu também assimile certas atitudes que não condizem de todo com minha própia cultura, mijar sentado é ao que eu me refireria.

E mais: eu não sou desses que pensa que isso poderia ser um primeiro passo para um “caminho sem volta”. Não senhores, não há perigo, lhes garanto, mesmo estando longe do pago e sem tomar a autêntica água da Fonte Ijuí por todo esse tempo. Ao contrário do que diz minha amiga Mary, eu não gosto do que balança. O contrário, nesse caso, não é que ela diz que eu gosto, opa, opa, ela é que diz que gosta do que balança e pra mim tá bem assim, goste quem gostar e do que gostar, cada macaco no seu galho e todos na mesma árvore, olha aí a sabedoria popular de novo, minha gente.

Resolvi então assumir a responsabilidade e a atitude totalmente germânica de acocar pro mijo nosso de cada dia. Ora, ora, que mal tem, pensei comigo, muito antes pelo contrário, isso só vai ajudar mesmo é no meu aprendizado e assimilação da “bela porém esquiva”. Em Roma, faça como os romanos, não tenho cansado de repetir quando o negócio me é confortável, que eu seja justo comigo mesmo e vamos a sentar para mijar, concluí. E mais, que era pra evitar qualquer tipo de auto-engano: não levanto enquanto não mijar um tantinho, até porque a bexiga tá um tanto cheia pelas deutsche Bier recém tomadas, isso ajuda no processo todo. E sentei.

Ah, amigos, vocês não sabem no mato sem cachorro no qual eu me enfiei.
Conto, pois.

Eu nunca fui daqueles frescos, tipo “só consigo ‘ir aos pés’ na minha casa, na minha poltroninha, com o meu jornalzinho” ou qualquer coisa do tipo. “Ir aos pés” por si só eu já considero uma frescura tamanha! Barreada a gente dá em qualquer lugar quando o negócio aperta, ou afrouxa, pensando bem. Mijar então, nem se fala! Óbvio é que as moças saem em certa desvantagem, mas o que é que eu posso fazer? Deixem-me aproveitar meu físico de macho e direcionar pra onde mais me convier, talvez até fazendo chuveirinho que é pra dar um toque cômico à situação, que mal tem.

E você, caro leitor, não vá fazendo cara de nojinho, ahá, bem sei que tu também já te desapertou em situação delicada qualquer dia desses. Mesmo você, leitora a quem muito respeito eu devo, já deve ter agachado no meio da rua, indo ou voltando para aquela festa elegante ou coisa do tipo, e liberado os líquidos que seu corpinho bonito e esbelto não queria mais, não venha se fazer de vítima agora. Segue, segue…

No auge da minha bagaceirice, inclusive, entre os anos de 1999 e 2000, quando eu morava aqui na Alemanha, eu tinha uma disputa ferrenha com um amigo pra ver quem mijava em local mais importante, e aí vêm outras confissões, se tiver sido algum crime tomara que já tenha caducado. Não bastava mijar e dizer que tinha mijado, havia que se mostrar uma prova fotográfica do ato, o que não era lá muito educado da nossa parte, é verdade, mas escondíamos o instrumento principal da ação e alguém à toa pra registrar sempre tinha, era uma disputa muito séria, essa nossa. Pra se ter uma idéia, locais como o Canal da Mancha, o Parlamento Alemão em Berlim, o monumento do átomo em Bruxelas, Cannabis-Coffe na Holanda e outros locais representativos foram, por assim dizer, batizados por nós. Ao fim, mesmo contra a importante conquista do amigo lá no Coliseu de Roma, eu ganhei a disputa: Torre Eifell, e lá de cima! Quem duvida, escreva aí que mando uma cópia das fotos mais tarde.

Mas resolvi sentar no vaso do meu atual deutsche banheiro, afinal.
Arriei as calças, bati leve na barriga meio inchada pela cerveja, estiquei os braços como quem vai dar um mergulho, e, certo de que a situação toda não levaria mais de 30 segundos, sentei. Mas ao sentar, parou tudo. As pernas enrijeceram, os neurônios estacionaram, os joelhos congelaram, o pescoço endureceu, os músculos da bunda retesaram, os ombros foram à frente, os pêlos pubianos se eriçaram, o coração parou de bater, e a uretra fechou.

Ah, amigos, minha uretra fechou como eu nunca pensei que um quase-minúsculo canalzinho daqueles poderia fechar. Eu ali todo duro, não respirava, não conseguia me mexer, os olhos querendo saltar das órbitas e eu, que a essa altura já tinha percebido que a situação tendia a complicar mais e mais, pensei que diacho tou fazendo aqui sentado quero provar o quê pra quem vou é levantar imediatamente e… não, eu não conseguia me mexer.

Forcei as pernas. Nada. Fixei as palmas dos pés no chão e puxei cabeça pra cima. Nada. Quis empurrar as coxas com os braços, forçando o pescoço pra cima como quem procura o ar quando vem a maior onda. Nada. Empurrei todo o corpo pro lado na esperança de que um quase tombo pudesse me tirar daquela paralisia ridícula, mas nada. Nada, nada, não, pois a bunda roçou um pouco na tampa mas eu continuei ali parado, teso, bexiga cheia, uretra fechada, corpo trancado.

Por dentro da boca, a língua roçou meus dentes cerrados. Os dedos das mãos agarravam-se cada vez mais às coxas, e os dos pés contorciam-se dentro dos tênis. Na garganta, nada pra engolir. No pulmão, nada pra expirar. Eu não sentia o coração bater e um filete de suor escorreu pela fronte direita. Pensei em gritar, mas além do ridículo da situação eu não conseguia abrir a boca, e agora o que é que eu faço, maldito adesivo auto-explicativo.

Quis respirar fundo, isso sempre funciona, respira-tranca-expira-ahhhhh e dá-lhe mijadinha amiga… mas o pulmão não deixava. Mal e mal umas cafungadas esporádicas que só faziam entrar mais ar e apertar tudo ali por dentro da barriga. Mesmo assim, consegui raciocinar que quanto mais o pulmão enchesse, mais iria pressionar a bexiga de algum jeito ou de outro, e daqui a pouco eu estaria mijando aqui sentadinho aprendendo a língua alemã, e cafungava e cafungava e a barriga crescia em pequenos espamos e eu não conseguia soltar o ar e sentia a bexiga sendo apertada e a uretra que estava quase, quase abrindo e… agora vai abrir… atenção… cafunga mais, cafunga mais…

em vão! Tudo em vão. Meus parcos conhecimentos de fisiologia não conseguiram solucionar a questão e passei pra uma próxima esperançosa tentativa, ao passo que o desespero crescia mas enquanto eu ainda conseguia pensar com alguma lógica.

Parti pra psicologia, afinal eu estava na terra do Freud e do Joung, isso devia ajudar: ora, ora, minha bexiga velha de guerra, vamos falar só eu e você, quantas vezes nós já seguramos juntos aqueles mililitros que teimavam em sair mas que por impossibilidade de situação não podiam ser liberados, tenha sido um ônibus sem banheiro, uma rua movimentada, uma prova importante, não é agora que vamos nos entregar, hehe, minha amiga, conhecida de tantos anos, então vamos lá, juntos, eu e você, nós dois, querida bexiga, vamos empurrar toda essa cerveja que está esperando pra sair e vai sair agora… vamos lá… é UM… vamos imaginar uma torneira pingando… é DOIS… xiiiiiiiiiii… xiiiii… bem como a mamãe fazia quando era pequeneninho… pensemos em chuvas, cachoeiras, o mar durante a tempestade, muita água por todo lado… e é TRÊS! Agora vai, sinta o xixi saindo… vai… vai… tá saindo, tá saindo… força, aperta… nóóóós… vaaaaamos… conseeeeeg… e trancou tudo de novo!

Então pensei “mas peraí, fui eu quem inventou essa história toda, ah, veja lá, quantas vezes eu já mijei sentado enquanto atuava no número dois, sejamos coerentes, não é uma situaçãozinha boba dessas, de quase brincadeira, que vai me tirar tanto do sério, hahaha, essa foi boa, que piadista que meu próprio corpo sabe ser comigo mesmo…” e aos poucos meu corpo foi relaxando, relaxando, relaxando… e quando forcei a bexiga, tudo voltou ao que era antes.

Estático, parado, teso, meu corpo petrificado, onde é que já se viu uma coisa dessas, era o que os poucos neurônios que conseguiam processar alguma coisa pensavam. E eu ali, situação delicada já desesperadora, querendo provar pra mim mesmo que dominar uma língua é questão de atitude inclusive nos momentos mais íntimos do ser humano, sem interlocutor, sem platéia, sem ninguém, eu e eu mesmo, corpo e alma conjugados numa mijadinha que era pra ser tranqüila, tranqüila, mas não era.

Meninas, moças, jovens, mulheres, senhoras, garotas de toda a idade, situação social, nível de escolaridade etc. e tal: a partir de hoje, faço questão de registrar publicamente, eu respeito muito mais, e COMO eu respeito, as suas dificuldades em não terem a possibilidade de liberar seus líquidos internos nas situações das mais variadas. Se pra mim, que até queria liberar a cerveja acumulada na minha bexiga naquele momento, já foi algo torturante, pra vocês, quando querem mas a situação não permite, deve ser ainda pior.

O resultado daquilo que era pra ser uma simples experiência evacuativa fora dos padrões tradicionais aos quais eu me enquadro foi esse que vos escreve, depois de longos e torturantes minutos, forçando desde a unha do dedão do pé até o último fio dos seus já quase raros cabelos pra conseguir, com um insistência interna que nem eu sabia que podia produzir dentro de mim, uns dois ou três modestos pingos, a partir dos quais dei minha tortura por finalizada e dessa vez nem pra cueca sobrou.

Amigos lhes digo, dominar uma língua é questão de atitude sim, questão de assimilar atos difetentes que não condizem com os seus, desde o caminhar na rua observando com cara de quem entende as placas até o xingar quando lhe escapa algo da mão, mas certas coisas não precisam ser experimentadas, nem que pra isso tenham que ser condenadas duas ou três preposições que serão usadas erroneamente até o fim dos seus dias, e que pensando bem nem têm tanta importância assim.
Prost!





Vergonha na cara? Não, obrigado.

1 12 2008

(infelizmente esse post não é sobre alguma barbaridade divertida que eu aprontei, mas outras barbaridades às vezes muito pouco divertidas que outros seguem aprontando há tempos por aí, por aqui, por lá…)

Como vocês já devem ter lido eventualmente neste blógue, eu morei na Alemanha entre 1999 e 2000 fazendo um falcatr…, digo, interessante “estágio agrícola”.
Por mais que eu tenha aproveitado pra dedéu e conhecido pessoas maravilhosas nesse ano, tenho sérias críticas ao tal “programa”, em especial a uns cretin…, digo, interessados burocratas envolvidos. Não é questão de “cuspir no prato que comeu”, eu mesmo dou força pra quem se interessa pela oportunidade mas faço questão de dar miles e miles de dicas muitíssimo úteis pro corajoso que se animar. Vindo no espírito, pode ser ótimo. Vindo acreditando no que se ouve, complica um pouco.

Esse não é o fórum de discussão e apontamento de pontos onde o tal programa poderia melhorar. Então se alguém quiser saber um pouco mais, escreve aí ou me convida pruma gelada qualquer hora que tenho histórias, fotos e se bobear até uns documentos que comprovam muito mais do que as inúmeras vantagens enobrecidas pelos organizadores dessa sacanag…, digo, programa.

Brabo mesmo é receber isso aqui por uma lista de mails que se diz séria:

Oportunidade de aprendizagem para jovens capixabas na Alemanha
Aprender novas técnicas agrícolas e conhecer a cultura de outro país. É o que oferece o Programa de Aperfeiçoamento Profissional para Filhos de Agricultores na Alemanha, que pela primeira vez selecionará jovens do Estado do Espírito Santo.
(…)
Além do trabalho na propriedade, uma vez por semana freqüentarão uma escola técnica profissionalizante e farão cursos de aperfeiçoamento na DEULA-Nienburg, onde poderão aprimorar a língua e conhecer um pouco mais a cultura alemã.
“Durante o intercâmbio, os jovens moram com os donos das propriedades rurais, onde são tratados como se fossem filhos dos proprietários. Além da casa para morar, alimentação e roupas, recebem uma ajuda de custo mensal de 250 euros e toda a assistência médica. O único investimento do estagiário é o custeio de 50% do valor da passagem de ida, pois a viagem de volta é também custeada pela família alemã”, destacou o diretor da escola, Fritz Bründer.

Os grifos são meus e o texto completo é uma piada.
“Programa de aperfeiçoamento profissional” na teoria significa mão-de-obra barata na prática. Ser tratado como se fosse filho, então, é até um deboche!

Pena esses caras não terem uma assessoria de comunicação ou uma pessoa séria pra eu poder dar minha singela porém incisiva opinião, então nem vou perder o meu (e o TEU) tempo discorrendo sobre tudo isso.
Como a grande maioria de vocês não tá nem aí pra essa história toda, aproveito pra ilustrar com umas fotitos que fiz da sede da escola em Niemburg, quando a senhora minha mãe tava por aqui, e com uma das histórias divertidas (agora, porque na hora foi foda):

05_niemburg_4001

05_niemburg_395

Isso aqui é uma estufa de alguma coisa:

05_niemburg_394Durante minha rápida estada na escola, me botaram a fazer tudo que era cousa pendente. Eu “troquei” de propriedade nos primeiros meses por total falta de adptação com os tais “proprietários que te tratariam como filhos”, aliás pra sair dessa propriedade aí, sob ameças de ser DEPORTADO pro Brasil e ainda ter que pagar não sei quantos dinheiros, eu tive que fazer, CREIA, greve pra que alguém da escola essa se preocupasse, ora veja que negócio sério é essa tal de Deula.

Mas uma das cousas que fiz na tal sede da escola foi um buraco ao lado dessa estufa aí. Devia ser um buraco de seus 50 cm e uns metros de comprimento, e como mesmo os escravos aqui têm certas mordomias, me deram uma escavadeira pequena pra fazer o serviço. Era tri divertido: uma geringoça daquelas que tu sempre quis “pilotar”, cheia de maçaneta tipo video-game pra cá e pra lá.

O chefe me explicou rapidamente os comandos principais (ir pra frente-trás, girar pros lados, levantar a pá lá da frente, puxar, empurrar… uma dúzia de movimentos) e chamou muito minha atenção pra alguma coisa na terra.

Era alguma coisa amarela, isso eu entendi.
Era algo importante, isso também entendi.
Do que se tratava afinal, isso não.
Então eu perguntei, porque parecia bem importante.
Ele respondeu as mesmas coisas.
Insisti, porque parecia BEM importante.
Ele também.
Dei-me por vencido porque passou a parecer menos importante de um momento pro outro e pensei: embaixo da terra só tem cousa marrom-terra, oras, esse alemão tá de bobeira pro meu lado, vou concordar e era isso.

E assim o fiz.
Disse que estava tudo ok, o cara foi embora e me deixou ali com a tal escavadeira aquela, do ladinho dessa estufa.
Estufa essa que, por sinal, é muito resistente, eu GARANTO!
Porque a cada vez que eu queria ir pro lado, ia pro outro e dava uma paulada (ou melhor, uma escavadeirazada) nela.
Considere que uma pá mecânica de uma escavadeira, mesmo que pequena, não é lá pouca coisa.
Considere ainda que eu dei VÁRIAS cacetadas na dita cuja e que ela permance de pé até hoje, então o negócio é bom mesmo!

Quando finalmente peguei o jeito, me sentia o próprio piloto de um caça militar cheio de aparelhos e comandos pra coordenar.
E me botei no tal buraco: pá pra frente, enfia na terra, puxa, aperta o botão vermelho (ou azul, ou verde), levanta, joga pro lado, começa tudo de novo… opa bati na estufa, agora quase derrubei, enfia a pá na terra, opa bati de novo, e por aí vai…

Lá pelas tantas pensei: devo ter chegado nos 50 cm, então vou dar só mais essa cavocada e tentar medir.
Qual o quê!

Ao comandar a tal pá pra dentro da terra com a força de uma escavadeira mecânica pilotada por alguém que mal e mal pilotava Fusca, escutei, digamos, um barulho estranho, e quando puxei a dita cuja pá cheia de terra pra fora veio pendurado um negócio amarelo.
Então escutei um estrondo e a luz de TODA escola apagou.
Então desci da escavadeira e fui ver o negócio amarelo que estava pendurado na pá.

Numa fita larga tava escrito: CUIDADO, CABOS DE ENERGIA.

- – - – - -

Tudo isso deu um rolo desgraçado e eu só não me incomodei mais porque não entendi nada do que reclamaram (mas posso imaginar).
Desses “foras” eu tenho centenas pra contar, tanto porque o tal “programa de aperfeiçoamento” não me aperfeiçoou muito, quanto porque lá pelas tantas eu já não estava muito preocupado mesmo.

Preocupação principal era, por exemplo, uma boa e barata e morna deutsche Bier, que comprávamos nesse digníssimo local que existe até hoje (e essa foto vai pro Gustavo Borges, ilustre cliente do estabelecimento):

05_niemburg_401

E pra não falar mais mal da Dona Deula, vou ali buscar uma gelada que eu ganho mais… Faça o mesmo aí, pequeno gafanhoto.
Prost!





Coisas que só a Alemanha faz por você

1 12 2008

Lá ia eu com a Magali pra Uni-Bonn estudar qualquer cousa mui importante sobre arte (seguindo um alemão pra não dar muita barbeirada) pedalando só na elegância bem no meio da rua.
Aqui é assim: quando não tem espaço especial pras canicletas na calçada ou no ladinho-quase-acostamento, os alemon andam bem no meio da rua e, se soubessem cantar em português, ficavam na base do “tô nem aíííí, tô nem aííííí”, porque, pasmem, os carros NÃO atropelam eles, nem dão aquela encostadinha maldosa, nem nada, os carros seguem ali atrás até o pedalante resolver dobrar ou entrar no espaço dele. Cousa d´outro mundo, mesmo prum guri como eu criado em Ijuí, onde os carros param na faixa de segurança.
Mas ãnfã, lá pedalava eu pra facu quando de repente percebi que vinha um carro atrás de mim. Mesmo que quisesse, não teria espaço pra oferecer pra ele passar, então segui firme no meio da rua, todo pimpão, me achando, na elegância das pedaladas magalizísticas.

Daí olhei de soslaio pra ver o que me seguia: um Porsche, lépido e faceiro, me acompanhando a incríveis 16 km/h, que é o máximo que a Magali consegue (e na descida!).
Eu não sou ligado em carro, marca, modelo e tal, mas Porsche eu respeito. Então pensei: que perigo eu aqui na frente e o cara ali atrás. Vai que eu caio? Vai que eu páro de soco e ele raspa o pára-choque na sinaleira traseira da Magali? Vai que ele enrosca o pisca na garupeira elegante dela?

Não tive dúvida: reduzi ainda mais e fui pedalando bbbbeeeeemmmm dddddeeeeeevvvvvaaaaaggggaaaarrrrr, só pra sacanear mesmo!

Mas o alemon me ganhou no cansaço: não buzinou, não chegou mais pertinho, não xingou nem a senhora minha mãe, e quando lááááá na frente eu dobrei pros lados da facu, ele deu uma aceleradinha e seguiu reto a seus cento-e-não-sei-quantos por hora!





Viva a ignorância

1 12 2008

Minha amiga, vamos deixar de hipocrisia, vamos louvar a ignorância. É só por uns dois minutinhos, o tempo de ler este texto (Caros Amigos 134, maio 2008, p. 37). Porque é a ignorância que nos sustenta e não a inteligência, a delicadeza e toda a nossa lista de bons sentimentos. Quando foi que você atravessou a rua e deu de cara com uma passeata pedindo mais escolas? Não, a gente vai pra rua pedir segurança e bota gradecerca elétrica na porta de casa. E qual o lugar mais superlotado do país? Os motéis? Não, as cadeias! Amor? Amor é muito bom pra vender cerveja, roupa e automóvel. Mas no dia-a-dia, meu amor, a gente vai mesmo é de ódio. (…)

Cesar Cardoso, escritor – RECOMENDO!





Cor = Farbe

1 12 2008

Eu queria muito, mas MUITO, ver os documentos desse carro:

carro-coloridao

Marca: VW
Modelo: Pólo (é isso, né)
Ano: 20XX
COR: ARCO-ÍRIS - só pode!





Vende-se

1 12 2008

E se alguém aí tiver interessado num carango, tenho dicas:

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Das informações que não te fazem diferença nenhuma, mas eu preciso contar pra alguém

1 12 2008

- esqueci minha senha do banco (segunda vez!)
- não sei porque insisto em conferir minha caixa de correio, vocês não me mandam nada
- os estagiários do São Pedro seguem firmes aqui nas suas peripécias
- e eu também
- e o Fritz, então, nem se fala
- faz tempo que não leio um livrinho amigo, daqueles que dá pra entender mesmo, mas boralá
- é impressionante como junta tatu no nariz nessas bandas, sério!
- adoro um feijão mexicano em lata que tem por aqui, menos de 1 euro, uma delícia e dá um almoço caprichado (Dona Gê também aprovou)
- mas como gostam de assoar o nariz esses alemon!